Um jovem taxista sem muitas pretensões na vida. Dois amigos que também parecem ter muito pouca noção do que farão no futuro. Uma amiga desiludida com o amor. Um cachorro fedorento. Alguns ases de baralho. Você deve estar se perguntando: mas que diabos é isso? Esses são os elementos inusitados que Markus Zusak utilizou para criar a história de Eu sou o mensageiro.


Tudo começa num assalto a banco e num ato heróico meio desajeitado. Quando Ed acha que sua vida está voltando ao normal, uma carta de baralho chega com três endereços. Em cada um desses locais, uma história que poderia ser a minha, a sua, do seu vizinho ou de um amigo. Aos poucos, Ed percebe o que deve fazer em cada um dos endereços.
Cheio de mensagens subliminares, o livro nos convida a refletir no melhor esquema “corrente do bem” (sim, aquele filme do menino que tem que fazer alguma coisa por alguém). Se você não tem preconceitos e tem a mente aberta a novas experiências não pode perder este livro. Quem não conhece o autor, recomendo que comece a leitura por este e depois vá para o fantástico A menina que roubava livros. Ah, antes da ficha do livro só mais uma coisa: eu queria que as pessoas começassem a receber ases pelo correio! Ficha lá no fim (acho que vocês já sabem, né?!)

“A gente pode até inventar desculpas pras coisas, mas acreditar nelas, não.”

“Tudo se destrói, e eu me odeio por esperar tanto tempo para dar um fim nisso. Eu e odeio por escolher as opções mais fáceis noite após noite.”

“O ar de invencibilidade me deixou na mão e de repente tomo consciência de que tenho que fazer isso cercado de mais nada além da minha fragilidade humana.”

“Quero pegar este mundo, e pela primeira vez tenho a sensação de que posso fazer isso. Sobrevivi a tudo até agora. Ainda estou aqui, firme e forte.”

“De certa forma, bem que eu queria ser assim. Sabe, tipo não ligar nem me preocupar com coisas que realmente são importantes.”

“Ela olha, e dá pra ver que ela está imaginando como seriam os balanços se as crianças não estivessem lá. Por um instante ela se sente culpada por pensar nisso. Mas o pensamento está sempre ali, nunca sai de sua cabeça, apesar do amor que sente por eles. Percebo que nada pertence mais a ela, e ela pertence a tudo.”

“A única preocupação é que, toda vez que eu quis que alguma coisa saísse de uma jeito x, degringolou pro jeito y, como se fosse um lance planejado direitinho pra me desafiar com o desconhecido.”

“As pessoas estão sempre levando umas bordoadas por aí o tempo todo, e, na maioria dos casos, ou o cara revida ou acata a porrada e vai chorar na cama, que é lugar quente.”

“Gente assim não está nem aí se vai ofender os outros. Qualquer que seja a característica. Tamanho, peso, fedor. Se você tiver uma delas, o povo não perdoa, mesmo que você esteja todo fodido no chão.”

“Acho que finalmente ele está entendendo que o que é importante pra ele não tem que se necessariamente importante pra mim.”

“Estou com uma puta dor nos braços. Eu não sabia que as palavras pesavam tanto.”

“Não é nada demais, coisa pequena, mas acho que é verdade o que se diz por aí, tipo que as grandes coisas são sempre coisas pequenas que percebemos.”

“às vezes as pessoas são bonitas. Não pela aparência físisca. Nem pelo que dizem, Só pelo que são.”

“Ela não quer me amar, mas também não quer me perder.”

“Acredite ou não, é preciso muito amor pra te odiar desta forma.”

“Tem gente que morre de mágoa, um troço que afeta o coração. Uma porrada de gente morre de ataque cardíaco. E é o coração que mais dói quando as coisas dão errado e se desmoronam.”

“É inegável como a verdade pode ser brutal às vezes. Só dá pra admirá-la. Geralmente passamos a vida acreditando em nós mesmos. (…) Mas às vezes a verdade pega no pé e não tem santo que a faça desgrudar. É aí que percebemos que às vezes ela nem chega a ser uma resposta, mas sim uma pergunta. Mesmo agora, estou aqui pensando até que ponto minha vida é convincente.”

“Estou me queixando? Reclamando? Não. Foi isso que escolhi fazer. Mas é isso que você quer?, pergunto. Por alguns quilômetros, minto pra mim mesmo, dizendo que sim, é isso que eu quero. Tento em convencer que é exatamente isso que eu quero da vida, mas sei que não é.”

“Ela se odeia por nunca lutar. Ela se arrepende de tudo.”

Se um cara como você consegue fazer o que você fez por toda essa gente, talvez todo mundo consiga. Talvez todos possam superar seus próprios limites de capacidade (…).” (grifo meu pra vocês refletirem sobre…)

Livro: Eu sou o mensageiro

Autor: Zusak, Markus

Editora: Intrinseca

Páginas: 320

Preço médio: R$ 29,90

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