Semana passada estava no twitter quando a Lê veio com a velha história do cão arrependido. Na hora acabei me metendo e comentando sobre esse livro que eu tinha lido há um certo tempo e achado bem interessante. Não sou fã de auto-ajuda, porque acho que as “curas” tem que vir de foras pra dentro, mas às vezes alguns livros até que tem pensamentos interessantes. Então, quando a Laura me mostrou esse, acabei lendo.

Já que comentei com a Lê, resolvi compartilhar com todos os leitores do blog. “Os homens sempre (às vezes infelizmente) voltam” não vai trazer o seu amor perdido de volta, mas vai ajudar a perceber o quanto ficamos ridículas achando que a vida vai acabar a cada rompimento. E não interessa quantos anos você tenha, sempre vai achar que o mundo vai acabar com o final de um relacionamento. (Uma dica: não vai acabar, só o seu amor próprio que vai pro ralo se humilhando por alguém que não te ama mais. E disso eu sei, né, xará?!) Alguns conselhos servem para os leitores do sexo masculino também. 😉

“A conclusão, que se resume no título dessa obra, é que os homens que abandonam as suas companheiras sempre e invariavelmente voltam quando se dão duas condições: a primeira é que os tenhamos deixado partir sem pressões nem reprimendas; a segunda, que a mulher abandonada seja forte o suficiente e esteja decidida a refazer a sua vida.”

“É provável que você precise perceber que a sorte é seguidamente uma consequência natural do otimismo, da coragem e da vontade de viver, e não o contrário.”

“Perder um homem a quem se ama profundamente é muito doloroso. Mas não gostar do homem que se tem ao lado ou amá-lo e não ser correspondida o suficiente é muito, muitíssimo pior. Por isso, procure pelo amor e depois construa um compromisso, mas faça nessa ordem”

“… no amor, o que se empenha, fracassa.”

“Um fracasso é um final, e isso ninguém pode mudar. Mas um final também é a ante-sala de outro começo.”

“O amor termina algumas vezes. Em outras ocasiões, adormece, hiberna e finalmente retorna.”

“Não é fácil reconhecer a verdade quando a dor turva a vista. Tampouco é fácil fazer autocrítica e muito menos assumir a parte da culpa do outro, especialmente se você ainda está muito apaixonada.”

“Muitas mulheres passam metade da vida sem se dar conta de que o amor, por si só, não sustenta uma relação quando existem elementos e circunstâncias que sabotam continuamente esse sentimento.”

“Um passo atrás a tempo também é, nesse caso, a primeira vitória.”

“Uma mulher naturalmente artificial evita fazer cenas, mantém a calma e conserva a serenidade.”

“Se você se define para o homem que a está abandonando como uma vítima sem futuro, sem atrativo e sem possibilidade de recuperação, a partir desse momento ele a verá dessa forma.”

“… pense alguns segundos antes de falar e não deixe que as palavras destruam pontes entre vocês.”

Nenhum homem merece que você entregue sua vida e sua felicidade, a não ser que ele esteja disposto a fazer o mesmo por você.”

“Certamente, a tristeza é inevitável durante algum tempo, se partirmos do fato de que havíamos amado o homem que partiu, mas expandir a dor mais do que o razoável não é uma necessidade, é uma escolha.”

“A mente pode se transformar na melhor amiga, mas também na pior inimiga de uma mulher abandonada.”

“O primeiro passo para esquecer o homem que partiu consiste em atuar como se já o tivesse esquecido. Mas fingir não é o suficiente. Por melhor atris que você seja, chegará algum momento em que perceberá que está fazendo apenas isso: desempenhando um papel.”

“Um dos principais sinais da recuperação é quando aparecem os primeiros sinais de crítica.”

“A cautela é uma virtude difícil de praticar porque faz fronteira com o medo e é fácil confundi-la com ele. No entanto, a diferença entre ambos os estados de ânimo é profunda. Enquanto o medo paralisa, a cautela induz à reflexão mas não exclui a ação; enquanto o medo isola, a cautela protege; enquanto o medo cega, a outra aprofunda a visão e permite julgar as situações com maior clareza.”

“… a diferença entre o castigo e a vingança é a raiva.”

“Finalmente, a pessoa que vai viver ou banir definitivamente essa história de amor da sua vida é você mesma. Você é quem se arrisca, quem pode fracassar ou ganhar.”

“… a primeira lição que se aprende depois da separação é que o excesso de dependência não somente mata o amor, mas destrói a auto-estima e dificulta extraordinariamente a recuperação.”

“As situações são variadas, a conclusão é universal: a mulher apaixonada acaba antepondo os interesses do homem aos próprios. É difícil admitir, ela nega para si mesma, mas é assim.”

“Mas sabem, além disso, que enquanto com as contrariedades não se pode fazer mais do que as enfrentar com coragem, as oportunidades precisam ser agarradas pelo pescoço.”

Livro: Os homens sempre (às vezes infelizmente) voltam

Autor: Parker, Penelope

Editora: L&PM

Páginas: 192

Preço médio: R$ 29,00

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