Lembram que falei da Claudia Tajes aqui? Pois então, o livro de hoje é outro dela que eu recomendo muito. Também é desses que fazem a gente rir, por se enxergar em situações tão ridículas quanto a protagonista. Todos temos histórias de amores (ou quase) que não deram certo. Nem todos namoraram um Papai Noel de shopping (eu tenho uma amiga que ficava com um duende, mas preservarei sua identidade. Beijo, Nanda!), mas certamente alguns já tiveram namorados com nomes estranhos ou manias inusitadas.

Dez (quase) Amores são dez pequenas histórias das aventuras amorosas de Maria Ana, sempre em tom cômico. Eu já havia lido esse livro, mas não tinha feito ficha, então, reli no final de semana (ele é curtinho e a leitura flui super bem). Recomendo pra quem anda sem tempo e quer ler algo leve. As histórias do livro viraram peça aqui Em Porto Alegre, mas não consegui assistir devido a curta temporada. Vamos torcer para que volte. A seguir, um pequeno teaser. 😉

“Eu passaria a minha vida inteira achando que o amor é para sempre se não fosse o Eduardo L.”

“Trocamos os telefones e antes de dormir eu ainda encho o rosto de creme Nívea, caso vá precisar de uma pele macia nos próximos dias.”

“Se eu aceitar, será a primeira vez que faço isso com alguém de outro sexo. Dizer com um homem seria um pouco precipitado da minha parte.”

“Bejair quebra meu pescoço, vira minha cabeça na direção dele e enfia a língua pela minha boca e me dá o que, alguns homens mais tarde, eu descobriria ser um beijo.”

“No portão, Bejair pergunta se pode repetir a experiência. Realmente, aquilo parecia mais uma experiência do que um beijo.”

“Transei, acho. Está doendo, tenho certeza. Minhas pernas estão grudadas, nojo. Preciso de um banho, rápido.”

“Entramos na casa com cheiro de bolo e perfume de talco, uma verdadeira casa de tia.”

“Rosane Collor ainda não existe, o que me dá o direito ao título de primeira-dama mais mal-vestida da história.”

“Meus pais quase morreram de desgosto ao ver a filha mais moça sair de casa, mas filha nasce para dar desgosto mesmo.”

“Namorar quem não se gosta simplifica um tanto as coisas. Para começar, não existe sofrimento.”

“Sou um ser primitivo demais para achar que tanta mão em cima de mim tem a ver com o lado espiritual.”

“Mulheres só se apaixonam a sério por homens que sabem fazer rir. Homens que dizem coisas engraçadas, ao mesmo tempo idiotas e inteligentes, o que elimina o Chapolim da lista.”

“A não ser que guarde as meias de jogar futebol dentro da sunga, a situação na grande área do negrão chega a ser assustadora.”

“Começo remotamente a considerar que talvez eu não seja tão irresistível. Aliás, a história não cansa de me mostrar isso.”

“Mulher feia sempre se sente à vontade antes dos outros.”

“Quem já não teve na vida a fantasia de levar para casa um empregado do setor terciário?”

“Com tanto homem no munfo, eu tinha que me interessar logo pelo Papai Noel do shopping.”

“O problema é que junto com a roupa, Luiz vestiu a personalidade do bom velhinho. E mulher precisa mesmo é de um bom canalha.”

“Cantar pra mim é como beijar, só consigo de olhos fechados.”

“Como todo artista de circo que se preza, o clã vem da Rússia e/ou adjacências.”

“Uma funcionária fracassada no amor, eis o segredo para o enriquecimento dos patões.”

Livro: Dez (quase) Amores

Autor: Tajes, Claudia

Editora: L&PM

Páginas: 128

Preço médio: R$ 13,00

Anúncios