Depois de dizer que conheci alguns lugares que nem sempre estão no roteiro turístico comum, optei por começar a viagem pelo mais batido dos roteiros. O Palácio de Buckingham é o símbolo da monarquia no Reino Unido e a residência oficial do monarca em Londres. O palácio tornou-se a residência real apenas em 1837, quando a Rainha Vitória subiu ao trono. Como é utilizado por membros da família real, só é possível visitá-lo no período entre 30 de junho e 8 de julho e depois de 31 de julho a 7 de outubro de 2012. Quem for em outra oportunidade pode verificar a abertura no site da Royal Collection.

Como estive em fevereiro lá, não pude conhecer o Palácio de Buckingham por dentro. Porém, minha irmã que morou na capital inglesa teve a oportunidade e me disse que é realmente impressionante. Eu presenciei ouro evento bem legal e famoso: a troca da guarda. O ritual acontece diariamente a partir das 11h30 no verão e no inverno a cada dois dias. Todo o processo dura cerca de 40 minutos e vale a pena ser visto se você está começando o dia por aqui. Mais informações sobre a troca da guarda aqui.

Em frente ao enorme portão do Palácio, há um monumento em homenagem a rainha Vitória, uma enorme fonte. Quem chega pela avenida The Mall, dá de cara com o monumento. Quando Lady Di morreu, a fachada do palácio ficou lotada de flores e homenagens à princesa, o que pode ser conferido no filme A Rainha. Para chegar ao palácio, basta pegar a linha Picadilly, Jubilee ou Vicotria e descer em Green Park (o aviso do metrô indica que quem deseja ir a Buckingham deve descer ali).

Da praça em frente ao Palácio, é possível enxergar a London Eye. A região é conhecida como City of Westminster e compreende o Palácio de Buckingham, o Parlamento (com o Big Ben e sua torre), a Abadia de Westminster e Whitehall – o centro administrativo e financeiro.

Westminster e Big Ben vistos da London Eye

Um boa dica de roteiro é começar o dia em Buckingham, seguir pelo St. Jame’s Park, passando pelos estábulos, caminhar por Witehall até a Abadia e o Parlamento, onde você tem que decidir se encara uma visita aos antigos reis e rainhas (que descansam em Westminster), se vai dar a famosa volta em London Eye para ver a cidade de cima, ou se segue caminhando até Taffalgar Square para conhecer o local de protestos e comemorações.

A Abadia de Westminster é o local onde ocorrem as coroações dos reis ingleses e casamentos (o mais recente foi o do príncipe William com Kate Middleton). Bem no centro, está o trono de Eduardo, o Confessor, utilizado para a cerimônia de coroação. Quando eu fui, ele estava em reforma, sabe como é, a rainha está bastante idosa… A entrada se dá pela lateral e a saída pela frente. A entrada é paga e dá direito a um audio guia (tem em português de Portugal) que facilita bastante na localização. Ali estão enterrados muitos reis e rainhas (como Maria I e sua irmã Elizabeth I, filhas de Henrique VIII) e pessoas importantes como Charles Darwin e Isaac Newton. Os horários de visitação mudam conforme o dia, então é sempre bom checar através do site. O tempo de visitação depende muito do interesse de quem vai, mas acredito que em no máximo duas horas é possível ver tudo tranquilamente.

Uma parada obrigatória para quem visita a capital inglesa é o Parlamento e o Big Ben, símbolos clássicos da cidade e logo do outro lado da rua da Abadia. Para quem começa a jornada por ali, a estação de metrô é a Westminster, servida pelas linhas Northern e Bakerloo. Do outro lado do Tâmisa é possível tirar fotos bem legais. #ficadica

Eu e minha irmã na margem ao lado da London Eye

A London Eye é uma roda gigante, literalmente gigante. A vista dela é incrível, por isso a dica é esperar um dia aberto, ou que pelo menos não esteja chovendo. A fila é grande e demorada, mas em cada vagão entram cerca de 12 pessoas. O preço é um pouco salgado, especialmente se você for converter para reais, mas no site há uma série de combinações com outras atrações que podem ser feitas e você só compra uma vez. Quando fui, compramos a volta com a entrada do Museu de Cera Madame Tussauds.

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