Eu adoro quando um livro prende minha atenção e não me deixa fechá-lo. Adoro na hora, mas não na manhã seguinte. Enfim, não tem nada melhor do que um livro que flui facilmente e deixa aquele gostinho de quero mais no final. Comecei a ler A profecia Romanov achando se tratar de um romance histórico, mas logo percebi que não seria o caso. A história começa na época da família imperial russa, mostrando a influência de Rasputin sobre a czarina e seu filho hemofílico. Logo após o breve capítulo em 1500, somos transportados para a Rússia pós comunismo, uma época de caos e incertezas. Para mim, o estilo do livro é Dan Brown (autor de O código Da Vinci e Anjos e Demônios): ficção policial nos dias de hoje com diversos ingredientes históricos.

Miles Lord, uma advogado norte-americano e estudioso da cultura russa, está no país para auxiliar no processo de retomada do imperialismo no país. Em meio às suas pesquisas, se vê metido em uma perigosa caçada pelo herdeiro do trono. Mortes, sociedade protetora secreta e vestígios históricos (alguém lembrou de Dan Brown?) são os ingredientes que fazem você grudar os olhos e fechar o livro bem tarde da noite. Aqui, um gostinho do que vocês encontrarão na história.

“Mesmo sendo a imperatriz de toda a Rússia, a czarina, jamais questionava o poder de Gregorii.”

“A morte simplesmente não era agradável. Não importava onde.”

“Mais de noventa anos de comunismo tinham deixado uma marca. Bespridel, como diziam os russos. Anarquia. Indeletável como uma tatuagem. Marcando uma nação até a ruína.”

“O Kremlin era a epítome do fascínio russo pelas coisas grandes.”

“A palavra czar era uma antiga corruptela russa do termo latino césar, e ele achava a analogia bastante adequada.”

“Moscou projetava um ar de realidade, com ruas sujas e estruturas sem imaginação, mas São Petesburgo era uma cidade de contos de fadas, com palácios barrocos, catedrais e canais.”

“O crime organizado tinha laços profundos com o governo. A política russa era tão multifacetada quanto o exterior do Palácio das Facetas. As alianças mudavam de uma hora para a outra, A única aliança verdadeira era com o rublo. Ou, mais precisamente, o dólar.”

“Os militares e o governo não gostavam muito dos novos-ricos. A maioria era composta de ex-autoridades do partido comunista abençoados com uma rede de conexões – homens inteligentes que manipulavam um sistema caótico para tirar vantagem pessoal. Nenhum deles trabalhava duro.”

“Fora das regiões metropolitanas, as lojas russas raramente abriam nos finais de semana. Mais resquícios do passado bolchevique, sabia ele.”

“Grandes honras implicam grandes fardos.”

“Haydes percebeu que os russos tendiam a revelar suas emoções. Quando felizes, havia uma exuberância que algumas vezes podia ser amedrontadora. Quando tristes, o desespero era profundo.”

Livro: A profecia Romanov

Autor: Berry, Steve

Editora: Record

Páginas: 448

Preço médio: R$ 39,90

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