Calma, gente, eu não errei de blog e este não é um post para maiores de idade. Mas com essa chuva e este friozinho que está em Porto Alegre não consigo imaginar que alguém tenha ânimo pra fazer outra coisa que não seja se enfiar embaixo das cobertas (acompanhado ou não) e ver um bom filme (ou ler um livro). Então, separei alguns que ou vi recentemente, ou que gosto muito. Espero que gostem.

Precisamos falar sobre o Kevin

Às vezes é bom ver um filme mais “pesado” para pensar um pouco sobre a vida. A história é baseada no livro homônimo, em que um adolescente comete uma chacina na escola em que estuda (algo de certa forma comum nos EUA). Confesso que ainda não li o livro, mas minha irmã – que estuda psicologia – disse que é um tanto quanto diferente. Determinismo do meio? Pré-disposição “genética”? Falta de pulso da mãe? São somente algumas das questões que me ocorreram ao final da história. Particularmente acredito pouco na primeira opção e me agoniei profundamente com a ausência de reação da mãe frente a uma criança tão desafiadora e irritante. Percebam a cor vermelha sempre marcando a vida da mãe como que para lembrar da ocasião. Mas enfim, esta é minha leiga opinião. Se você tem estômago para encarar como uma vida pode ser destruída, esta é sua escolha.

Extremamente alto incrivelmente perto

E se você estivesse no lugar errado na hora errada? É mais ou menos isso que se pensa quando se entende o enredo do filme. Demorei uma meia hora até que finalmente entendi a história e fiquei encantada. Tanto que decorei uma frase do filme: se o Sol explodir a humanidade não saberá que está perto do seu fim durante 8 minutos, os 8 minutos que a luz demora a chegar ao planeta Terra. Durante esses minutos, afirma ele, a humanidade é feliz. Oskar é um menino de 9 anos extremamente inteligente e próximo ao seu pai. No ataque às torre gêmeas em 11 de setembro, seu pai estava em uma reunião em um dos restaurantes. Um ano após a tragédia, ele acredita que seus 8 minutos com seu pai estão terminando. A dor de Oskar não vem só da perda, mas do fato de julgar ser o único a ouvir as últimas palavras emitidas pelo pai, deixadas numa secretária eletrônica. De repente, ele encontra nas coisas do seu pai uma chave e inicia uma busca para encontrar a sua fechadura, acreditando ser um legado de seu pai. Através de um engenhoso plano, ele conhece pessoas e descobre histórias de vida interessantíssimas. Paro por aqui para não perder a graça. Eu ia esperar para falar sobre o filme depois de ler o livro, mas ele é bem bonito e realmente vale a pena. Ah! Se esta for sua escolha, separe os lenços de papel.

A vida de David Gale

Fui ver este filme pela primeira vez sem esperar nada dele e se surpreendi. David Gale era um renomado professor universitário que lutava em uma ONG contra a pena de morte quando vê sua vida se despedaçar. Acusado de estuprar uma aluna, ele é expulso da universidade, abandonado pela mulher e filha a abandonado por muitos amigos. A morte de sua melhor amiga – e quem o avia acolhido quando todos lhe viraram as costas – faz com que ele seja preso como principal suspeito de tê-la estuprado e assassinado. Condenado à pena de morte, ele pede a presença de uma jornalista para contar a sua versão. Também vou parar por aqui para não estragar o suspense, mas tenho certeza que qualquer um que ver o filme ficará surpreendido como fiquei na primeira vez. É tão bom que sempre que passa na tv por assinatura eu vejo.

Só indiquei filmes tensos né? Mas são todos igualmente bons. Quem decidir encarar o cinema, a dica é a mesma da semana passada: Para Roma, com amor. Ali do lado na categoria Dicas de Filmes tem outras opções. Destaco um deles, já que Emma Stone está na moda hoje: A mentira. Comédia romântica engraçadinha e divertida. Só falta preparar a pipoca!

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