Que ela é um dos maiores ícones e sex symbol da história ninguém pode negar. Mas há muito mais coisas por trás daquele “rostinho bonito” do que podemos imaginar. Eu nunca imaginei que ela pudesse sofrer de doenças mentais, assim como sua mãe e sua avó e que muito menos pudesse ser altamente insegura. Tudo isso descobri lendo A vida secreta de Marilyn Monroe. J. Randy Taraborrelli é o autor e outras inúmeras biografias como Frank Sinatra e Michael Jackson, o que o torna especialista no assunto.

O livro é ótimo e acompanha toda a trajetória da estrela, quando ela ainda se chamava Norma Jeane, passando pelas influências e seu histórico familiar. Buscar as raízes para entender um pouco mais a pessoa é fundamental, além de nos deixar loucos de pena. Além de abordar o contexto e o resultado de cada filme feito, o livro possui uma filmografia completa de Marilyn. Confesso que pouco sabia a seu respeito e fiquei fascinada por ela e pela forma como ela conseguiu vencer e ser alguém apesar de todos os pesares. Nem tenho muito o que dizer que não seja enrolação e que recomendo muito a leitura que, apesar de extensa, é ótima e muito fácil. Um pouquinho do que se encontra no livro.

“Sempre parecia aberta e disponível, como se a resposta para tudo o que se desejava saber sobre ela estivesse a uma pergunta de distância. Mas era uma ilusão. Marilyn tinha uma relação de amor e ódio com a verdade e, às vezes, com a própria realidade.”

“Afinal, foi uma mulher que superou dificuldades aparentemente intransponíveis para tornar-se não só respeitada e adorava, mas também, para alguns, a maior estrela de cinema do mundo todo. Embora grande parte de sua vida tenha sido dedicada a construir e manter a carreira, Marilyn era apaixonada em particular pela busca a família.”

“Não, ela era uma mulher travando uma batalha específica que muitos enfrentam diariamente: a doença mental. Suas oscilações de humor e o comportamento imprevisível eram em geral vistos pelo público da atriz como meras excentricidades sem importância para quem ela era como mulher.”

“Por exemplo, ela era bem preparada para lidar com a rejeição na vida profissional, assim como Ida teria lidado bem na mesma situação. Contudo, lidar com a rejeição na vida pessoal era muito difícil – como havia sido para Gladys.”

“Todo o conceito de como era recebida pelos outros sempre estivera à frente de tudo em sua mente, alimentado por insegurança.”

“Marilyn era tão vulnerável, tão doce, tão disponível, que as pessoas derretiam em sua presença.”

“Não importava a ocasião, todos em sua vida sabiam que chegaria atrasada. Era um hábito irritante, mas, por ser quem era, muitas pessoas o toleravam. (…) Uma coisa era certa: iluminava o ambiente com sua presença.”

“Era tão insegura, tão incerta da própria capacidade, que qualquer aprovação era considerada um grande elogio.”

“Se existiu uma pessoa que soube transformar limões em limonada, essa pessoa foi Marilyn Monroe.”

“Nunca foi vulgar – e isso era parte de sua genialidade. às vezes se aproximava muito de algo parecido, mas sabia onde ficava o limite da decência e nunca o ultrapassava.”

“Quando estava em público diante dos fãs que a adoravam e do sempre presente lampejo dos flashes dos fotógrafos, tornava-se instantaneamente Marilyn Monroe.”

“Era inquieta, criativa, e não se contentava em manter o status quo.”

“O interessante nas escolhas que Marilyn fazia com relação ao sexo oposto era que, quase sempre, eram homens ‘comuns’, provavelmente, uma das razões pelas quais era tão amada pelos homens de seu país na década de 1950. A percepção era que qualquer cara ‘normal’ na América poderia ter uma chance com a mulher mais linda do mundo, porque, afinal, eram comuns os homens com quem se envolvera. (…) Ela se interessava sempre pela essência, nunca pela aparência.”

“Era uma mulher arguta, mais até do que ela sabia. Mas era insegura, e nunca havia se considerado inteligente. Sentia sempre que era inferior a quem quer que estivesse com ela.”

“Não era só a maquiagem e os lindos vestidos, as luvas e as peles, embora tudo isso fizesse parte do conjunto final. Era a atitude. Quando se vestia como Marilyn Monroe, agia como Marilyn Monroe. Acho que a qualidade de estrela estava ali, na persona de Marilyn.”

“Colocando de maneira simples, parecia acreditar que, se ia para a cama com ela, o homem não devia ser feliz no casamento – e, portanto, estava disponível.”

“… mesmo sabendo o quanto era perigoso. Havia sempre um novo médico disposto a ajudá-la a buscar o esquecimento.”

“Aqueles de seu convívio já estavam habituados ao constante engolir de comprimidos, o que resultava, é claro, em tontura e confusão após uma hora. Ela nunca era totalmente coerente. Parecia sempre um pouco… fora de órbita.”

Anúncios