Eu aqui, cheia de assunto e ideia pra postar, mas sem muito tempo para fazê-lo estou novamente escrevendo um post editorial. Mas, vamos à ele já que não consigo me conter.

Recomendo a alguns pais que assistam aos filmes infantis com mais atenção. Não se prendam à fotografia e a graça deste ou daquele personagem, mas suas mensagens. Filmes infantis costumam ser cheios de mensagens subliminares (sem mensagens do demo como algumas pessoas gostam de dizer), como amizade, companheirismo, amor, etc…

Várias vezes me peguei chocada com a reação de alguns pais junto a escolas e afins por causa de seus filhos. “Nossa, aquele brinquedo é muito perigoso, não pode estar no pátio” ou “Tem que ter mais pessoas cuidando a hora do recreio (são 4 para 60 crianças)”. Me pego pensando se o filho nunca se machucou na pracinha quando estava sendo cuidado com exclusividade pelos pais. Mesmo a mãe mais zelosa não pode impedir um machucado ou outro do filho, nem aquele choro sofrido. E, lamento informar, que nunca poderemos fazê-lo. Faz parte do aprendizado das crianças se machucar, cair, levantar, chorar, melhorar. Assim como é parte do trabalho dos PAIS ENSINAR os filhos a tomarem cuidado e evitarem situações de risco. Mas, mesmo que ensinemos tudo a eles, eles ainda assim tem o livre arbítrio de não seguir nossas orientações e “se ferrar” para aprender. Faz parte.

Daí você está pensando “o que essa louca falou que tem a ver com os filmes?” Explico. No filme Procurando Nemo, Marlin está bastante chateado porque seu filho foi levado por um humano e segue o seguinte diálogo com Dory, a peixe com perda de memória recente:

Marlin: “Eu prometi que nunca deixaria nada acontecer com ele…”

Dory: “Coisa engraçada de se prometer. Se você deixar nada acontecer com ele, aí nada vai acontecer com ele. Não seria bacana pro Nemo.”

Você pode embrulhar seu filho em plástico bolha ou criá-lo na segurança do seu lar a vida toda. Mas, em algum momento, ele vai precisar sair e não estará preparado tanto para a convivência em sociedade quanto para sobreviver. Por pior que seja para uma mãe ver um filho em uma situação adversa, não podemos impedi-lo de passar por elas. Isso se chama CRESCIMENTO.

Fico impressionada com as atitudes de alguns pais e com esse excesso de proteção. Dizem que cada um, cada um, mas eu prefiro mil vezes deixar uma filha forte e preparada pra encarar o mundo de frente do que uma que vai ser atropelada pela correria do mundo e vai precisar se encher de remédios de todos os tipos depois. E vocês?

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