Você ou sua amiga passa 9 meses na maior expectativa. Todos em volta ficam curiosos para conhecer o bebê, pegar no colo, ver, visitar, presentear, etc… Eis que chega o grande dia, mas e agora, como proceder? Minha dica pode parecer ranzinza, mas não é, acreditem: não vá ao hospital. Deixem eu contar primeiro minha história para vocês entenderem…

Quando engravidei, estava no meio da faculdade, em um período de transição de turno, com muitas amigas em ambos, frequentava a mesma academia há uns 6 anos (inclusive grávida), tinha amigos do grupo que dançava na época da escola e outros da vida. Parei para pensar que se 1/3 das pessoas que eu conhecesse que estavam acompanhando a minha gestação fosse me visitar no hospital, eu teria sempre alguém dentro do quarto comigo. Então optei por uma escolha radical: proibi visitas. Mas quem pensa que fiquei lá, sozinha, descansando e conhecendo a Duda se engana. Sou meio italiana, meio alemã, o que significa muita gente (e barulhenta). A Maria Eduarda nasceu às 3h10 da manhã, o que significa quer só tive a oportunidade de dormir por volta de 5h. Ao meio dia, fui promovida da sala de pós-parto para meu quarto. O horário de visita começou as 13h30 (se não me engano), mas o movimento começou à 15h. Era gente entrando e saindo, confraternizando (cafeteria pra que, né minha gente?), botando o papo em dia, esperando enquanto eu tomava banho (!), via eu amamentar (detestava isso), pegava ela no colo “só pra uma fotinho”, mesmo que ela estivesse dormindo e nem se incomodava se minha janta ou meu lanche chegava. Primeiro dia vencido (com a última visita saindo mais de 21h30), tive uma noite do cão, com a Duda chorando muito e pouco sono. No dia seguinte, uma nova rodada de familiares e afins. Por volta de 21h, minha médica me ligou para saber como eu estava e comentei que haviam 12 pessoas (contando comigo) dentro do quarto naquele momento. Na hora, ela ligou para o pediatra de plantão e solicitou que eu ganhasse alta junto com a Duda.

Lógico que todos vão na boa vontade, mas nem todos tem bom senso. Independentemente se foi parto normal ou cesárea, a pessoa está se recuperando de uma intervenção cirúrgica. Além disso, a mamãe está em período de loquiação (sangramento após o parto) e é super desagradável não ficar à vontade para se mexer no próprio quarto porque o pijama manchou ou algo parecido, ir ao banheiro ou tomar banho. Particularmente, nunca curti amamentar em público e penso que é um momento íntimo e que, além de tudo, requer tranquilidade e silêncio para não atrapalhar o bebê. E, acima de tudo, a nova mamãe está conhecendo o bebê e ele a ela. É uma fase delicada de adaptação a uma nova rotina e uma nova vida. É cansativo, desgastante e por vezes dá vontade chorar.

Por isso, defendo que o hospital é um momento íntimo dos pais com os filhos. É a hora de esclarecer todas as dúvidas com profissionais especialistas no assunto, tentar descansar e estar prontos para encarar, sozinhos, a nova empreitada em casa. Jamais ficar sozinha no hospital vai ser triste ou ruim porque ali ao lado, na minha, está a coisa mais linda e preciosa do mundo. Se todos já esperaram 9 meses para conhecer o bebê, não custa esperar mais alguns dias.

Para as visitas em casa a mesma coisa: espere. Só tendo um bebê em casa a gente vê se os móveis estão na posição mais fácil, se o berço vai ser a primeira cama e tal. Portante, dê um tempo aos novos pais para se organizarem e criarem uma rotina. SEMPRE antes de ir, pergunte qual o melhor horário e evite ir após as 19h que é quando começa a rotina de banho, mamada, silêncio e sono. Todas as visitas tem que ser RÁPIDAS, pois a mamãe também precisa descansar (por mais que ela diga que não tem problema e que não está cansada). E rápidas quer dizer até no máximo meia hora. Nem preciso dizer que LAVAR AS MÃOS, assim que chegar para a visita – em casa ou no hospital – é imprescindível, né?! 😉

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