Livro do mês: A culpa é das estrelas

Sim, mudei o título das dicas de leituras. Em primeiro lugar porque não consigo ler um livro por semana – embora gostaria muito de conseguir. Em segundo, porque não gosto de me sentir em falta com quem lê o blog, então achei melhor fazer assim. Se eu estiver com a leitura em dia, coloco dicas “bônus” por aqui.

Encerrei o ano de 2012 com 17 livros lidos. Não foram os 20 que eu gostaria, mas foi mais de 1 por mês e fiquei acima da média de leitura do Brasil (o que não é difícil e nenhum motivo para se gabar). Posso dizer que fechei com chave de ouro quando escolhi A culpa é das estrelas. Comprei para dar para minha Dinda de presente por causa do tema e de comentários que havia lido (ela teve/tem câncer, mas está super bem, obrigada). Quando terminei, fiquei preocupada se havia escolhido o livro certo. Depois, entendi que o livro toca cada pessoa de uma maneira diferente dependendo do grau de proximidade da mesma com o tema câncer. E, como diz em um dos livros do Harry Potter, “o medo de um nome só aumenta o medo da própria coisa”. Pensando nisso, dei o presente.

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Desde o começo somos apresentados ao seguinte quadro: Hazel Grace, uma jovem de 17 anos, tem câncer em estado terminal. Não há cura, porém ela leva uma vida normal dentro do possível para quem precisa de um tubo de oxigênio para respirar. Isso já nos poupa do sofrimento de descobrir isso no decorrer do livro e sua franqueza ao tratar o tema nos choca. A história toda é contada num tom tipicamente adolescente de deboche e desafiador em relação à vida (e a morte). Hazel frequenta, contra sua vontade, um grupo de apoio a crianças com câncer e lá conhece Augustus Waters, jovem de mesma idade que perdeu uma perna por causa da doença. Começa então uma reviravolta na vida dela, que só ficava em casa e não tinha muitos amigos.

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A história toda é bastante clichê, mas contada de uma maneira bonita e sem frescuras, com frases lindas que nos levam a refletir. Impossível terminar sem algumas lágrimas no percurso.

infinitos

“Sempre que você lê um folheto, uma página da Internet ou sei lá o que mais sobre câncer, a depressão aparece na lista dos efeitos colaterais. Só que, na verdade, ela não é um efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo. (O câncer também é um efeito colateral de se estar morrendo. Quase tudo é, na verdade.)”

“Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.”

“Os ‘privilégios do câncer’ são pequenas coisas que as crianças com a doença recebem e as saudáveis, não: bolas de basquete autografadas por ídolos do esporte, perdão pelo atraso na entrega do dever de casa, carteiras de motoristas não merecidas etc.”

“Quaisquer tentativas de simular interações sociais normais eram deprimentes porque ficava óbvio que todo mundo com quem eu falava em qualquer momento da minha vida se sentia constrangido e desconfortável comigo…”

“- Esse é o problema da dor – o Augustus disse, e aí olhou para mim. – Ela precisa ser sentida.”

“A preocupação também é outro efeito colateral de se estar morrendo.”

“… a alegria que você nos dá é muito maior que a tristeza que sentimos com a sua doença.”

“Essa, às vezes, era a pior parte do câncer: a evidência física da doença separa você das outras pessoas.”

“Era provável que ninguém desconfiasse de que o Gus já esteve doente algum dia, mas eu carregava a minha doença do lado de fora, o que foi, em parte, o motivo pelo qual me tornei uma pessoa caseira.”

“E é na liberdade que a maioria das pessoas encontra o pecado.”

“- As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza.”

‘O Gus, como a maioria dos sobreviventes do câncer, vivia na incerteza.”

“Até onde eu sei, vocês pode escolher a forma de contar uma história triste nesse mundo.”

“… o desejo de fazer arte ou de filosofar não desaparece quando alguém está doente. Esses desejos só ficam transfigurados pela doença.”

“Passei a maior parte da minha vida tentando não chorar na frente das pessoas que me amavam, por isso sabia o que o Augustus estava fazendo. Você trinca os dentes. Você olha para cima. Você diz a si mesmo que se eles o virem chorando, aquilo vai magoá-los, e você não vai ser nada mais que  Uma Tristeza na vida deles. Você não deve se transformar numa mera tristeza, então não vai chorar, e você diz tudo isso para si mesmo enquanto olha para o teto. Aí engole em seco, mesmo que sua garganta não queira, olha para a pessoa que ama você e sorri.”

“Parecia que tinha sido, tipo, há uma eternidade, como se estivéssemos vivido uma breve, mas infinita, eternidade. Alguns infinitos são maiores que outros.”

“Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre o 0 e o . Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores do que outros. (…) Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter,e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters (…).Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”

“A tristeza não nos muda, Hazel. Ela nos revela.”

“Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; os verdadeiros heróis são as que REPARAM nas coisas.”

“Não dá pra escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo.”

Livro: A culpa é das estrelas

Autor: Green, John

Editora: Intrínseca

Páginas: 288

Preço médio: R$ 29,90 a R$ 23,90

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Ano novo, vida nova

Bem, vida nova nem tanto, mais a vontade de que algumas coisas mudem. Sumi do blog porque precisei repensar algumas coisas, escolher o caminho e tentar deixar tudo em ordem para o ano que ia começar. Agradeço às visitas e aos comentários que ficaram aqui durante este tempo e quero dizer que tenho muitas coisas em mente para este ano. Desejo à todos muitas alegrias, aprendizados e realizações em 2013. Não sei para vocês, mas para mim este número nunca trouxe azar. Aliás, este é o ano de Santo Antônio (todas meninas solteiras cruzando os dedos – incluindo eu), então dá pra botar uma fezinha a mais.

2013

Então, vamos às novidades. Como alguns de vocês já sabem, resolvi voltar a praticar meus dotes de costura. Logo que minha filha nasceu – lá se vão quase 5 anos – entrei num curso de patchwork para preencher meu tempo e fazer almofadas para o nosso quarto. Lá, além de conhecer muita gente legal, descobri uma habilidade e um hobby, que em pouco tempo se tornou uma atividade que rendia um lucro extra. Como a Duda cresceu e foi exigindo cada vez mais atenção e interação, deixei minha “terapia” de lado. As minhas coisas de tecido ficaram guardadas até o final de 2012, quando decidi retomar com as atividades, já que é algo que me traz muito prazer e satisfação. Não bolei nenhuma estratégia comercial nem nada, simplesmente fui lá e fiz. E aqui está minha lojinha virtual, onde mostro um pouco do que produzo com muito cuidado (virginiana, sabem como é) e carinho, sempre manualmente: Mundo da JuComecei aos poucos e no susto e quando vi já tinha algumas encomendas de conhecidos e de gente que eu nem conhecia. Todo mundo confiando no meu trabalho e apostando em presentes diferentes e personalizados.

Agradeço a todos que me deram esta oportunidade e quero dizer que foi só o começo. Já estou com as mãos nas encomendas e na Páscoa e sempre pesquisando novidades e coisas diferentes para fazer. Como não podia deixar de ser, quero fazer coisas relacionadas ao mundo infantil, então conto com vocês para sugestões, críticas, dicas, etc… Continuo fazendo meu experimentos D.I.Y. e compartilhando com vocês aqui, bem como coisas relacionadas a maternidade, leituras, filmes, experimentos culinários e tudo o que faz parte do meu mundo.

Uma curiosidade: não bordo nem faço nada em dias que estou triste. O trabalho não fica o mesmo e não o carrego com essa energia ruim.

Então, sejam todos bem vindos!

 

Livro da semana: Travessuras da menina má

Lembram  que eu comentei por aqui que tinha comprado um livro do Vargas Llosa e não tinha sido cativada por ele? Pois esses tempos estava terminando um livro e pedi sugestões no FB e meu ex-cunhado sugeriu de novo o mesmo autor. Eu, então, deixei a cargo dele escolher o que ele iria me emprestar. Não sei se foi proposital ou não, mas quando vi estava com Travessuras da menina má em cima da minha mesa.

A história começou um pouco devagar e arrastada, mas logo ela ganhou uma dinamicidade impressionante e eu não conseguia desgrudar do livro. Foi uma semana em que eu dormi muito tarde e que sempre que tinha uns minutinhos, sentava pra ler. O livro conta a história de Ricardo Somocurcio, um jovem peruano, que conhece, durante sua juventude nos anos 50, duas “peruanitas” de passado e presente misterioso e acaba se apaixonando pela Menina Má. Depois de algumas recusas e de alguns anos, decide abandonar o país e trabalhar como tradutor em Paris. Por essas coincidências da vida, ambos voltam a se encontrar em diversas cidades e circunstâncias.

A história que serve de pano de fundo é ligeiramente auto-biográfica e com o passar do tempo, acompanhamos as mudanças sócio-culturais da sociedade. O enredo é tão fascinante que ao lingo do livro nos vemos odiando, apaixonados, e cheios de compaixão pela tal menina má – que é chamada assim durante praticamente todo o tempo. Ponto para o autor, que ganhou uma segunda chance e minha admiração. Obrigada pela dica de persistência, Ivan! Citações aqui embaixo, ficha lá no fim. 😉

“Houve tanta recomposição sentimental no bairro que estávamos todos mio zonzos, os namoros se desfaziam e refaziam e, aos sábados, os casais que saíam das festas nem sempre eram os mesmos que tinham entrado.”

“Não era a melhor coisa que podia acontecer a uma pessoa? Viver, como no verso de Vallejo, entre ‘as frondosas castanheiras de Paris’?”

“As ruas e os cafés estavam lotados e os parisienses andavam todos com a expressão relaxada e simpática que só fazem nos dias de bom tempo, essa raridade.”

“Felicidade, eu não sei nem me interessa saber o que é, Ricardito. Mas tenho certeza de que não é essa coisa romântica e brega que você imagina. O dinheiro dá segurança, proteção, permite aproveitar a vida sem se preocupar com o amanhã. É a única felicidade que se pode apalpar.”

“Tinha me convidado porque precisava de alguém que o ouvisse, precisava dizer em voz alta a alguma testemunha certas cosias que lhe queimavam o coração desde o desaparecimento de sua mulher.”

“No 3 de outubro de 1968, os militares, encabeçados pelo general Juan Velasco Alvarado, deram o golpe que acabou com o regime democrático presidido por Belaunde Terry, este foi para o exílio e teve início uma nova ditadura militar no Peru, que duraria 12 anos.”

“Assim como antes iam fazer a revolução em Paris, muitos latino-americanos emigraram para Londres e se alistaram nos hostes cannabis, da música pop e da vida promíscua. Carnaby Street substituiu Saint Germain como umbigo do mundo.”

“Muitos hippies, talvez a maioria, vinham das classes média ou alta, e sua rebelião era familiar, dirigida contra a vida cheia de regras dos pais, contra tudo aquilo que consideravam a hipocrisia dos seus costumes puritanos e as fachadas sociais que disfarçavam seu egoísmo de isolamento e a falta de imaginação.”

“O segredo da felicidade, ou pelo menos, da tranquilidade, é saber separar sexo e amor. E, se possível, eliminar da vida o amor romântico, que é o que faz sofrer. Assim se vive mais sossegado e se aproveita mais, pode crer.”

“… na vida raramente as coisas acontecem como planejamos.”

“De fato, esta cidade era mesmo a mais bonita do mundo, e eu me esquecera disso por ter passado tantos anos da minha vida nela. Vivia cercado de tantas coisas belas e quase não as via.”

“Essas idiotices só se fazem uma vez, quando você está imbecilizado de amor por alguma mulher. Não é mais meu caso, infelizmente.”

Na cozinha – Muffin de banana com iogurte

Bom dia, gente! Eu não sumi, mas ando meio sem tempo. Mas como ontem eu fui para a cozinha e fiz uma receita que peguei na internet e o pessoal no meu twitter pediu, cá estou para compartilhar com vocês. É muito fácil, não precisa de batedeira e dá pra fazer no formato bolo, embora eu tenha feito como muffins pra Duda levar pra festa de Halloween da aula de inglês da escola. Minha mãe, que é meio chata pra comida adorou, então foi aprovado com louvor!

Ingredientes:

– 2 ovos batidos (batidos na mão mesmo, já no pote em que vai misturar tudo)

– 1 copo de iogurte natural integral

– 100g de manteiga derretida (metade do tablete do super em menos de 1min no microondas)

– 3 bananas nanicas picadas (ou mais, conforme a preferência de cada)

– 2 xícaras de chá de farinha de trigo

– 2 xícaras de chá de açúcar

– 1 colher de sopa de fermento em pó

Preparo:

Em uma tigela, misture os ovos levemente com o iogurte, a manteiga derretida e as bananas. Misture bem a fartinha, o açúcar e o fermento até ficar uma massa homogênea (sim, fica homogênea, se não ficou, misture mais). Distribua a massa em forminhas de papel. Coloque no forno pré-aquecido em temperatura alta ( 200°C) por cerca de 30 minutos ou até dourar.

Rendimento:

Para mim, deram 25 bolinhos. Preenchi mais da metade da forminha de papel e, como vocês podem ver, ele cresceu e saiu um pouco pra fora, como eu queria. Mas confesso que levei medo que desse sujeirada.

Dicas: Minha próxima tentativa é fazer com farinha integral. Acho que combina bastante com a banana e certamente fica mais nutritivo. Coloquei um pouco de essência de baunilha – confesso que é um hábito porque gosto muito –  mas que não fez a menor diferença no resultado. Para fazer a versão bolo, não é preciso picar tanto as bananas. Vou tentar fazer com elas em rodelas para ver que tal fica, mas como a banana é mais pesada que a massa, acho que ela deve ficar mais no fundo da forma, o que não é um problema, apenas uma constatação. Como piquei muito as bananas, poderia ter posto mais, porque no fim achei que ficou pouco.

Espero que gostem!

DIY – Colar de correntes

Seguindo no esquema “vamos economizar para pagar as contas”, compartilho com vocês outro projetinho meu. Este eu fiz há mais tempo e virou sucesso entre quem me conhece e as amigas da minha irmã, que vira e mexe pega emprestado: colar de correntes!

Eu vi em diversas marcas, mas sempre com um preço bastante salgado, até que resolvi que “não podia ser tão difícil” e fui ao centro (sempre ele ❤ ) e procurei umas correntes que pudesse usar. Achei estas por R$ 3,20 o metro e levei 2 pretos. Óbvio que faltou e quando voltei não tinha mais. Então, comprei a azul marinho, dessa vez 3 metros, e fui pra casa. Enquanto conversava com uma amiga, contava elos e ia separando os diferentes tamanhos. Aqui uma dica de virginiana: sou um tanto neurótica com simetria, então decidi o tamanho da corrente do pescoço e da principal e mais longa e fui diminuindo um elo a cada “fio”. Quando terminei, minha amiga olhou pra mim e disse “tu estava fazendo isso enquanto a gente conversava?!”. Levei cerca de uma hora e gastei no máximo R$ 10 entre correntes e fecho. Ele dá uma levantada em todas as blusas sem graça e simples e rouba a cena. Dei uma pesquisada e nas lojas cobra-se até R$ 89!! Está valendo a pena tentar… Para mais ideias, sugestões e projetos a caminho, me sigam no instagram @juwinge. PS: Já percebi que ando com problema de foco nas fotos né?! Cuidarei para os próximos… 😉

DIY – Pulseira com as medalhas da Farm

Então, o post da semana passada de customização foi sucesso. Fico feliz que alguém leia e se inspire para fazer pra si. Dá um orgulho enorme e força pra parar uns minutinhos do meu dia e escrever aqui. Essa semana retomo os trabalhos com outro projeto: pulseira de macramê.

Quem compra na Farm, já percebeu os pingentes que vem junto com as roupas na coleção Que beleza. Pois eu, virginiana como sou, guardei todos os meus até decidir o que eu poderia fazer com eles. Como eu tenho feito pulseiras (para mim e para vender) e nunca é demais, resolvi praticar o macramê que aprendi vendo um vídeo no youtube. Para quem quer se arriscar, segue o vídeo:

Não é difícil, mas é bom praticar em um barbante antes de sair fazendo pulseiras até que o movimento fique automático. Com esta corda de algodão usei 1,5m para cada pulseira. Cortei primeiro os pedaços do meio, que darão suporte para os pontos e depois cortei o restante ao meio. Acho que em uma hora tinha feito as duas e ficaram um amor. Como o pulseirismo segue forte para o verão, vou comprar outras cores do fio de algodão para fazer com os outros pingentes. Olhem só o resultado:

Não pude esperar e já combinei com a minha saia étnica de lá e saí desfilando minhas novas criações por aí. Quem não souber o que fazer com seus pingentes, aceito doações 😉 e quem não souber fazer, mas gostou da ideia, me manda um email (nomundodejuliana@gmail.com) que conversamos e negociamos sobre. Espero ter inspirado alguém por aí!

 

DIY – Short com tachas

Gente, eu andava sumida porque estava fazendo muita coisa e tudo ao mesmo tempo. Para não pirar, dei um basta (e fiz um desabafo aqui) e dei um tempo de muita coisa. Mas, como eu falo pelos cotovelos, voltei!

Não sei para vocês, mas meu dinheiro não cai do céu e nem dá em árvore (lá na floricultura do pai ainda não descobrimos a espécie que dá este fruto) e estou sempre correndo atrás da máquina pra pagar minhas contas. Por isso, ando numa vibe meio craft. Se eu amei muito uma coisa e cabe no orçamento, eu me dou, senão, busco formas alternativas. Exercitar as habilidades manuais é mais do que um passa tempo, é uma terapia.

Eu me apaixonei pela lavagem de um short que vi na Espaço Fashion, mas, infelizmente, ele não cabia no meu orçamento (eu já tinha feito outras compras lá). Fiquei com ele na cabeça e pensando em como poderia fazer até que o blog da marca fez este post aqui. Então pensei: farei eu! Andando pela Renner, achei um short com um tingimento bem semelhante (lógico que não era igual) e um preço interessante (R$69,90). Hora de colocar mãos à obra! Já tinha meu projeto:

Fui ao centro e comprei as tachinhas – que paguei R$ 0,15 cada – e peguei meu alicate de fazer biju e comecei a por em prática. Aqui uma observação: a quantidade de tachinhas necessária muda de acordo com o tamanho das mesmas e com o tamanho que você quer fazer os desenhos no short. Essas eram pequenas, então precisei fazer a cruz com três colunas de largura.

Como vocês podem ver, fui aprendendo fazendo. Testei com duas colunas e achei fina pelo tamanho do short e porque, já que estava fazendo, queria que aparecesse bastante. É complicado deixar bem retinho uma tachinha embaixo da outra, mas essa é a graça de uma coisa feita artesanalmente. Fica único e nenhum é exatamente igual ao outro. A dica é medir um pouco e apertar bem a parte dos dentes pra que fique mais preso e não fique aparecendo um buraco entre a tacha e o tecido. E, com vocês, o lindo (e ainda mais lindo porque economizei para poder fazer novas compras lá) resultado!

 

Eu to amando com o dedo todo dolorido e mal posso esperar para usar meu short lindo e único por aí. Em breve compartilho mais coisas que eu fiz. Quem quiser, pode me seguir no instagram (@juwinge) que sempre posto coisas que estou fazendo ou projetos e ideias para fazer e assim que puser em prática compartilho por aqui.

 

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